Bicolores
Dão a Volta Por Cima no Parazão Com Baile Em Cima Dos
Azulinos
Antes do apito
inicial do clássico do clássico que terminou 2 a 0 para o Paysandu, a festa era
toda azulina. A torcida era mais numerosa no Mangueirão - não tanto quanto se
imaginava - e os gritos de ordem e xingamentos aos rivais eram mais audíveis. No
entanto, do primeiro ao último minuto de jogo, os remistas, numa proporção de
três para dois bicolores, ficaram calados diante do carnaval bicolor. Reflexo do
que acontecia em campo, com o Papão sendo superior do começo ao fim, mostrando
mais vontade, mais qualidade e objetividade. O placar final acabou sendo pouco
pelo que o Paysandu fez em campo.
O clichê dos
clássicos dá conta que nesses jogos as forças se igualam, que o fraco se
fortalece e equilibra o que antes era dada como barbada. Os dias antes do Re-Pa
que quase foi esvaziado pela FPF foram de azulinos comemorando e bicolores
calados. Não era para ser diferente. O Remo liderava a competição, estava
invicto e vindo finalmente de uma boa atuação, o empate com o forte Cametá, ao
passo que o Paysandu tinha quase um terço dos pontos, perdera três das quatro
partidas anteriores e com várias mudanças. Mas, o que se viu no Mangueirão só
fez reforçar o lugar comum.
O Papão foi tão
superior que o único jogador do Leão que se destacou foi o goleiro Jamilton, que
junto com a imperícia do ataque bicolor impediram que uma goleada levasse a
crise para a Antônio Baena. A superioridade dos vencedores foi tanta que os
jogadores do Remo evitaram o discurso do resultado injusto. "Eles foram
merecedores. Dominaram o jogo e ganharam o duelo do meio-de-campo", resignou-se
o atacante Marciano.
SÃO PAULO 4 X 0 CEARÁ (17/09/2011)
Mais do que o placar de 4 a 0, o goleiro e capitão Rogério Ceni deixou o
gramado do Morumbi comemorando o que ele classificou como “a vitória do
coração”. Para ele, o time só merece elogios pela postura aguerrida e pelo
futebol uniforme mostrado durante os 90 minutos.
- Hoje o time foi uniforme do começo ao fim. É esse o time que gosto de ver,
com pegada, com atitude. Valeu pelo espírito do grupo. A vitória por 1 a 0 seria
comemorada da mesma maneira pelo que mostramos dentro de campo. Jogamos com o
coração, com alma e é isso que queremos.
O camisa 1 do time do Morumbi lembrou que atitude, dedicação, pegada e raça
serão fundamentais no clássico contra o Corinthians, marcado para esta
quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), no mesmo Cícero Pompeu de
Toledo.
- Acompanhei a partida entre Corinthians e Flamengo e vi um time muito
competitivo, talvez o mais brigador do campeonato ao lado do Botafogo. E, para
ganharmos, teremos que igualar isso dentro de campo. Para isso, o apoio do
torcedor é fundamental. Espero que possamos ter 30, 40 mil torcedores na
quarta-feira.
Em relação a uma possível estreia do atacante Luis Fabiano no clássico,
Rogério Ceni adotou uma postura mais cautelosa e praticamente vetou a presença
do jogador em campo.
- Acho que ele ainda não tem condição. Não o vi treinar com o grupo. Ele é
uma peça importante e tem que se preparar, tem que estrear no momento que possa
nos ajudar.
SÃO PAULO 2 X 1 FIGUEIRENSE
O técnico Adilson Batista foi só elogios ao time após a boa atuação na vitória sobre o Figueirense por 2 a 1, na noite deste sábado, no Orlando Scarpelli. A equipe entrou em campo com 12 desfalques e venceu com gols de Cícero e Rivaldo, um dos destaques da partida.
"Tínhamos um objetivo hoje (sábado) e temos de valorizar o espírito coletivo do time. Teve dedicação, entrega, mudança de postura em relação ao último jogo...", ressaltou Adilson Batista.
"Os primeiros 15 minutos jogamos bem, mas depois tivemos dificuldades. Fomos envolvidos e por isso coloquei o Rivaldo. Não adianta ter um atacante se não tem força para o contra-ataque", completou o comandante são-paulino.
Com a vitória, o Tricolor Paulista subiu para 38 pontos, dois a menos que o Corinthians. De folga neste domingo, o São Paulo voltará a campo na próxima quarta-feira diante do Atlético-MG, no Morumbi. Será o milésimo jogo do goleiro Rogério Ceni com a camisa são-paulina.
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